Novo Cangaço: terror e pânico no interior de Minas Gerais

Seis meses do terror em Santa Margarida

Começamos hoje a traçar a história dos assaltos a bancos e explosões de caixas eletrônicos, em cidades da região, que culminaram com um assalto em Santa Margarida, causando a morte de duas pessoas. Durante a semana faremos novas postagens sobre o tema.

No dia em que completam seis meses do maior e mais trágico assalto a agências bancárias da Zona da Mata Mineira, uma reportagem especial sobre o Novo cangaço, quadrilhas especializadas em explosão de caixas eletrônicos, assaltos a agências bancárias e dos correios.

No dia 10 de julho de 2017, quatro homens fortemente armados chegaram a Praça Celestino Pereira Lima, renderam o segurança do Siccob, que foi obrigado a levá-los até o cofre, de onde retiram mais de 90 mil reais, em seguida, foram até o Banco do Brasil, que fica no prédio ao lado, e com um refém, conseguiram passar pela porta giratória, mas antes de chegar ao cofre, um dos bandidos, sem motivo algum, atirou no peito do segurança, que morreu minutos depois, no hospital da cidade.

Em seguida, sem levar nada da agência do BB, os bandidos fugiram em um veículo Fiat Toro, levando dois reféns na carroceria, mas no caminho dos bandidos, um PM tentou interceptar a ação e acabou sendo morto pelos criminosos com um tiro de fuzil. Após matar o militar, a quadrilha, que ainda comemorou o fato, fugiu sentido Córrego Bom Jardim, que dá acesso a BR 116, onde três dos quatro bandidos foram presos em uma pedreira. Os reféns foram liberados na saída da cidade, sendo obrigados a pular do carro que estava em alta velocidade.

Na praça onde ocorreu o assalto tem um hospital, uma creche, e uma escola, estava lotada no dia, devido ao pagamento dos aposentados e funcionários da Prefeitura Municipal de Santa Margarida.

No local onde o PM foi morto, seis meses depois é possível ver as marcas de tiros na parede. Era a primeira semana de trabalho do Militar na cidade.

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