dsc_00063Dando continuidade a matéria intitulada “Crack a droga da moda…a droga da morte”, ouvimos a administração municipal em relação aos adolescentes que perambulam pela rua, drogados, pedindo e sem um destino certo.

A princípio fomos informados que algumas reuniões já aconteceram, devido à preocupação com uma média de 11 adolescentes infratores e reincidentes, inclusive com crimes de homicídio, para que se consiga mudar o caminho que eles estão vivendo.

dsc_0019Segundo a Assistente Social Graziele dos Santos Fortini, da Prefeitura, após a reunião no Ministério Público, com o promotor da Infância e Adolescência, outras entidades se uniram na intenção de ser criado um projeto para chamar a atenção desses e de outros adolescentes, de que existe uma forma melhor de viver. “Nós do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente ainda estamos programando as ações juntamente com o Ministério Público, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Sedese, Conselho Tutelar e outras instituições, para que em breve seja criado um local, onde esses adolescentes possam passar parte do dia em atividades, extraclasse, com aprendizado, esporte e disciplina militar para que possam ter noção de respeito e organização”.

A dificuldade até o momento está por conta dos recursos para a criação desta estrutura física e os gastos com material que realmente vão dar qualidade no aprendizado dos adolescentes que farão parte desse grupo. Um dos exemplos a serem seguidos é programa Bombeiro Mirim, no qual os jovens vão receber conhecimentos de primeiros socorros, organização, material e tudo que é necessário para o trabalho preventivo dos militares do Corpo de Bombeiros.

A polícia militar também terá um trabalho direto com esses menores, na intenção de mostrar a eles necessidade de se ter disciplina e respeito. A frente da representação da Instituição está o Tenente Silvio, que juntamente com os outros participantes busca uma solução para a situação.

dsc_00201Já para a Diretora Regional da Sedese, Ana Maria Silveira Reis, “a Sedese não atua diretamente nessas questões, com os adolescentes que cometeram atos infracionais graves. Mas o estado acredita muito no trabalho em rede, e eu como funcionária pública não posso me omitir em relação a esses fatos que tem acontecido pela cidade. Uma vez que essas crianças estão cometendo esses atos, nos sabemos que precisamos fazer algum trabalho que mude essa realidade, pois estamos preocupados e muito mais, estamos envolvidos, junto com todas as outras entidades, para que esses adolescentes sobrevivem e tenham a possibilidade de seguir outro caminho de vida”, concluiu a diretora.

Diante dessas explicações e da luta dessas entidades, fica claro de que já existe uma luz no fim do túnel para que não só esses, mas qualquer adolescente que esteja envolvido com atos ilícitos tenha uma oportunidade de mudar o caminho.

Mesmo com a participação de todos, vamos buscar outros envolvidos, para que a população possa ficar a par da verdadeira realidade das ruas de Muriaé, que não diferente do restante do país, está cheia de pessoas abandonadas, a margem da sociedade e sem a menor dignidade.

2 Comentários


  1. Alice Loureiro on 31 mar 2010

    Incrivel a matéria feita Cláudio! Parabéns!

    O problema do crack e drogas entre adolescentes esta enorme na cidade e tem que ser cobrado das autoridades uma solução!

  2. JOSÉ ANACLETO DE FARIA on 31 mar 2010

    O problema das drogas é uma calamidade pública, portanto, objetivos, estratégias e diretrizes para combatê-lo deveriam constar, especificamente e obrigatoriamente, do Plano Diretor (Lei Municipal nº 3.377/06) e de seus desdobramentos. Especialmente, porque a solução não se encontra apenas na recuperação dos dependentes; muito mais importante é a prevenção, e a prevenção envolve todas as demais áreas do Plano Diretor: geração de emprego e renda, habitação, saneamento, meio ambiente, transporte, segurança, educação, saúde, esporte, cultura e lazer — tudo conforme está previsto na Lei nº 10.257/01, denominada Estatuto da Cidade.
    Cumprir o Estatuto da Cidade é administrar de forma democrática e de acordo com os anseios e as necessidades da população — especialmente das classes mais pobres. De outra forma, é atuar em causa própria e a favor de elites e parasitas que gravitam em torno do poder.
    Em resumo, fora do Estatuto da Cidade, não há solução para nossos problemas.


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