bombeiros-fazem-vistoria-a-procura-de-vc2a1timas“Foi tudo tão rápido, em questão de segundos o prédio veio abaixo”, desta forma José Albino Martins descreveu o desabamento de um edifício de quatro andares da Rua das Hortências, Bairro Lajinha. O incidente aconteceu por volta das 11h de ontem. E a ação do soldado Rodrigo Silva evitou uma tragédia. “Ouvi o primeiro ‘estalo’ e fui ver o que tinha acontecido. Depois avisei todos os vizinhos e também aos pedreiros que se encontravam no interior do prédio. Felizmente não houve vítimas”, disse militar, acrescentando, “cinco minutos após o primeiro ‘estalo’, aconteceu outro e o prédio caiu”.

O desabamento mobilizou grande efetivo de policiais militares e bombeiros. “Assim que soubemos do fato, fomos até o local e isolamos a área”, comentou cabo PM Ageu. O cabo BM Marcílio informou que foi feita uma varredura no local pra saber se tinha alguém debaixo dos escombros. Todo o trabalho foi acompanhado de perto pelo subtenente BM Delson, novo comandante dos bombeiros em Manhuaçu.

o-prc2aedio-caiu-e-atingiu-uma-residc2acncia-que-fica-ao-ladoQuatro casas sentiram o efeito do desmoronamento. A mais atingida foi a do sargento PM Wellington Luis Corrêa da Silva, que fica justamente ao lado do prédio. “A varanda de minha residência foi toda danificada, pois as colunas caíram sobre ela. Ainda não calculei o prejuízo. O importante agora é saber como esta a estrutura da minha casa, se foi abalada ou não?”, preocupou-se o oficial.

 

Moradores estavam fora

 

o-soldado-rodrigo-silva-fotografou-o-prc2aedio-instantes-antes-do-desabamentoO prédio estava em fase de acabamento, apenas uma família habitava o primeiro pavimento. No momento do acidente, ela não se encontrava em sua residência.

Aidê das Graças Barbosa foi imediatamente até a Rua das Hortências para saber notícias de seus familiares. “Minha irmã e duas sobrinhas vivem aqui. Gostaria de saber como elas estão?”, perguntou à senhora para o cabo PM Ageu. Ao receber a resposta de que todas estavam bem, lágrimas correram pela face de Aidê. “Graças a Deus elas escaparam”, disse a mulher.

Em seguida, Aidê encontrou a irmã Lindaura Barbosa junta das filhas. “Agora sim estou aliviada”, disse ainda com voz trêmula.

Vininha Nacif, coordenadora da Defesa Civil, orientou aos moradores das casas que ficam próximas ao local do desabamento para que durmam na residência de parentes e amigos. “Pode ocorrer deslocamento da laje. Amanhã (hoje) iremos reavaliar a situação. Também estamos aguardando providências dos proprietários do imóvel”, ponderou Vininha.

Algumas pessoas que vivem no Bairro Lajinha disseram que existem outras construções em situações de risco. Cabo BM Marcílio aconselhou que esse tipo de denúncia fosse passada através do telefone 181. “Quando alguém observar rachadura ou outro tipo de perigo deve acionar este telefone (181). A denúncia chega aos bombeiros que a repassa para Defesa Civil. É feita uma vistoria, se necessário, o imóvel será interditado”, explicou. 

Deixe seu comentário