O período de seca ainda não chegou, mas os incêndios em lotes vagos e terrenos próximos às rodovias já preocupam o Corpo de Bombeiros. Muitos são criminosos e colocam a população em risco.
Cenas de incêndio em lotes vagos são comuns nos últimos dias em Muriaé e na região e faz com que os militares do Corpo de Bombeiros se desloquem para o local e muitas das vezes atrasando outros atendimentos. Não é a época tradicional das queimadas, mas os dados em Muriaé são preocupantes, já que muitas são as chamadas.
Um dos atendimentos que exigiu muito trabalhos dos militares e uma equipe de voluntários foi o incêndio em uma montanha que faz parte do conjunto da Serra do Brigadeiro, na zona rural de Fervedouro, onde uma equipe de sete brigadistas e um helicóptero vindo de Belo Horizonte trabalharam na operação junto com os bombeiros de Muriaé, na luta para conseguirem controlar o fogo que se espalhou pela mata. A diferença é que desta vez o incêndio foi provocado por um raio, o que é outro problema neste período em que o tempo seco e o calor forte colaboram para que o fogo se espalhe com mais facilidade.
As queimadas são atitudes que prejudicam o meio ambiente e coloca a população em risco, além de ser crime ambiental. A pena pode ser de dois a cinco anos de prisão.
Apesar da freqüência, os bombeiros fazem um alerta: é preciso exigir a fiscalização das prefeituras, já que a corporação não consegue atender todas as ocorrências. “Os bombeiros podem atender se for risco para a população. Queimada em lote fechado incomoda, mas se atendermos, muitas vezes deixaremos de socorrer chamados importantes, para apagar fogo em lotes. As pessoas precisam colaborar e limpar seus terrenos evitando assim certos incêndios” comentou Tenente Tristão.























