Zé Braz é preso acusado de envolvimento em homicídio
A Polícia Civil cumpriu um Mandado de Prisão Preventiva na tarde de sexta-feira (5), contra José Miranda Barbosa, 71 anos, conhecido por “Zé Braz”, ex-prefeito de São João do Manhuaçu. O delegado Getúlio Lacerda disse que a prisão foi uma resposta da Justiça através de uma medida processual onde o juiz da Vara Criminal entendeu que deveria ser expedido um mandado de prisão devido ao envolvimento do político na morte de Américo Gonçalves Courradesqui, que presidia a Câmara Municipal daquela cidade.
Zé Braz foi preso em Manhuaçu quando fazia movimento bancário numa agência do centro. Lacerda contou que indícios apontam que o crime teve motivação política. “O inquérito policial correu sob segredo de Justiça. É um processo que está na Comarca de Manhuaçu. A Polícia Civil apenas cumpriu uma ordem da Justiça”, justificou o delegado.
A respeito da possibilidade de outras pessoas ainda virem a serem presas suspeitas de participação neste crime, o delegado não pôde adiantar. “Uma parte deste inquérito foi coordenada pelos delegados Wagner Pinto e Marcelo Mana da Divisão de Crimes Contra a Vida de Belo Horizonte. A outra ainda está sob segredo de Justiça. Somente posso dizer que três pessoas estão presas acusadas de envolvimento na morte de Américo: José Gilmar Fernandes Praça, o seu sobrinho Cledimar de Praça Freitas e agora o senhor José Miranda Barbosa”, listou o delegado, explicando que as prisões aconteceram por entendimento do Ministério Público e de acordo com as investigações.
Antes de entrar para a carceragem, Zé Braz foi conduzido ao Pronto Atendimento para fazer o exame de corpo de delito e acabou ficando internado devido suas condições de saúde.
Zé Braz foi prefeito de São João do Manhuaçu por duas vezes (1993/1996, 2005/2008). Em 2008 concorreu novamente, mas foi derrotado por João Carolino.
O CRIME
Américo Gonçalves Courradesqui foi morto por volta das 10h30 do dia 5 de julho de 2009 quando lavava o seu carro na porta de sua residência. José Gilmar Fernandes Praça, 28 anos, conhecido como “Gil Pé Bicho” (foto ao lado), foi quem efetuou os disparos. Investigações da Polícia Civil apontaram que seu sobrinho Cledimar de Praça Freitas observava toda a rotina do presidente da Câmara de Vereadores de São João do Manhuaçu.
Após o crime, José Gilmar ficou alguns dias escondido na região de São João do Manhuaçu e depois fugiu para o estado de São Paulo. Ele acabou preso no dia 30 de agosto de 2009 na cidade de Itatiba por uma equipe comandada pelo delegado Getúlio Lacerda.
A reconstituição da morte de Américo foi realizada pela Polícia Civil no dia 29 de setembro e foi marcada por um forte aparato de segurança. Agentes da Polícia Civil de Manhuaçu e Belo Horizonte, juntamente da Polícia Militar de São João do Manhuaçu e a equipe do Tático Móvel do 11º BPM, isolaram as ruas onde seriam feitos os trabalhos.
Fotos: Diário de Manhuaçu









UFA!!! QUE SUSTO!!!! DEU ATÉ UM FRIO NA ESPINHA.