dsc_0084A explicação da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e o Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Muriaé divulgou nota, a um site da cidade explicando os constantes cortes de árvores que estão acontecendo na cidade. De acordo com a nota, a dsc_00041Prefeitura Municipal tem autorização do Instituto Estadual de Floresta (IEF) para realizar estes cortes, e este procedimento se deve ao fato de todas as árvores cortadas apresentavam algum tipo de instabilidade em sua estrutura, seja pelo desmoronamento ou deslizamento da margem do Rio, tombamento natural ou problemas ocasionados por lináceas como a “erva de passarinho”. No local ficarão as árvores frutíferas e serão plantadas outras espécies de árvores adequadas que não comprometam a segurança das pessoas que transitam pelo calçadão.

dsc00838Apesar da maioria da população não concordar com estes cortes, principalmente no trecho da Avenida JK, em toda cidade é possível ver que os cortes não param mesmo. Na BR 356, próximo ao viaduto da rodoviária é possível ver que 12 árvores que ficavam em um canteiro que divide a pista, foram cortadas, além de outras oito que ficavam na calçada onde uma empresa de fora está construindo loja sem que nenhuma explicação foi dada a população, sobre a necessidade destes cortes.

dsc_0056Ainda de acordo com a nota, desde 2008 vem sendo realizado um trabalho conjunto entre a prefeitura Municipal e o Consórcio Intermunicipal, objetivando a recuperação das áreas degradadas pelas enchentes. Como exemplo foi citada as margens do Rio Muriaé, do bairro Dornelas até o Porto, onde, segundo explicam foram plantadas cerca de 800 árvores frutíferas, entre elas, mudas de manga, cajamanga, jaca e abacate.  Um Programa da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente realiza o plantio de centenas de árvores também no Bairro João XXIII; mas ninguém vê onde esta árvores foram plantadas e ninguém planta jaca, em um local onde há circulação diária de pedestres, por causa do risco da fruta cair nas pessoas.

As duas áreas da cidade onde há plantio de árvores divulgado pela prefeitura estão localizadas na BR 356, justamente perto de duas empresas particulares do prefeito, além de serem todas em um só ponto e não nas ruas de dentro do perímetro urbano da cidade, onde a necessidade é muito grande devido o calor intenso que faz em Muriaé.

Assim como a degradação do Rio, a pouca importância que é dada ao meio ambiente pelas autoridades municipais é pública e notória, sem que ninguém faça nada.

 

 

Cortes e manifestações

 

 

orlando-eugenio-dos-reis-ao-lado-do-pau-brasil-e-de-sua-placa-de-homenagem_1169x900O corte de uma árvore de Pau Brasil na Praça Cel. Pacheco de Medeiros, na manhã de segunda-feira dia 29 de dezembro de 2008, gerou muitas reclamações e até insatisfação da população, com repercussão estadual, através da mídia. A árvore havia sido plantada pelo saudoso Chefe Orlando, em setembro de 1965 e em setembro de 2007 foi colocada uma placa no local em homenagem a ele. Mas na ocasião do corte tudo foi esquecido e o então secretário de agricultura e meio ambiente Francisco Ofeni Silva, que saiu da secretaria sem que fosse dada a menor explicação a população, disse apenas que a árvore estava tombando e atrapalhando o trânsito. Na época até se falou que havia sido plantada em local errado, mas as pessoas nem se lembraram que com toda certeza em 1965, Muriaé não tinha nem trânsito, para que uma árvore atrapalhasse o fluxo.

manife1De tanto que se cobrou, outra árvore foi plantada no local, mas em menos de 30 dias foi retirada e nenhuma explicação foi dada.

Várias manifestações foram feitas pelo mesmo motivo em ocasiões diversas, como no dia em que o governador Aécio Neves esteve em Muriaé para inauguração do novo prédio da prefeitura, onde muitas árvores foram cortadas, para a construção e nada foi reposto. No dia a ação das autoridades não permitiu que a manifestação fosse maior e chamasse realmente a atenção do chefe do estado.

Com essas atitudes a cidade e sua população só têm a perder, sem que uma resposta de plantio rápido e eficiente seja dada para amenizar a situação de muitas construções, muitos cortes, muito calor e nenhuma consciência com o meio ambiente e principalmente com a população do município.

Texto: Mariere Mageste e Cláudio Cordeiro -  Fotos: Cláudio Cordeiro e Floriano Rodrigues

 

1 Comentário


  1. Marujo on 27 jan 2010

    Não se planta jaca onde há circulação de pessoas, apenas nas margens dos rios, favorecendo a sobrevivência dos animais que sobrevivem no rio e às margens dele.


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