Após um ano da prisão do principal suspeito da morte da universitária Suely cristina Santos, 31 anos, o professor Sidnei Martins Costa, e o pedido de uma conta de triangulação, feito pela justiça da comarca de Eugenópolis, a operadora Oi, mandou na tarde da última quarta-feira (6), uma resposta sobre o pedido.
A operadora mandou aos cuidados do delegado Bruno Sales Matos, que cuida do caso da morte da universitária, e para sua surpresa e resposta é que: “infelizmente no dia em que se deu o crime (madrugada de 14 de novembro de 2008), devido a uma falha no sistema operacional e a operadora, não pode assim registrar os números dos envolvidos”, ficando sem uma resposta que ajudasse no fechamento mais preciso das provas do caso.
Mesmo com a posição apresentada pela empresa de telefonia, o delegado vai terminar de relatar o inquérido e enviá-lo ao forum da comarca de Eugenópolis, para uma análise do promotor e do Juiz, com a intenção de que o suspeito seja indiciado, e ouvido, para posterior julgamento, com juri popular.
Segundo o delegado, “o inquérito esta sendo relatado depois de um ano, já que a demora ocorreu devido a negligência da operadora OI, que demorou todo esse tempo para responder um ofício. As informações solicitadas no ofício são para não deixar dúvidas sobre autoria por parte do indiciado Sidney Martins. A resposta a este ofício deixaria bem clara a autoria dos fatos ou excluiria a autoria dele. Apesar de demorar um ano para responder, a operadora OI, nos informou que no dia do homicídio, houve uma falha técnica em seus sistemas, falha esta não rotineira, mas que não lhes permite responder as informações solicitadas”.
Mesmo sem a resposta, existem elementos no processo, que levam, a crer sobre a autoria do homicídio e o relatório que encerra o inquérito é neste sentido de indiciar o suspeito. “É claro que a última palavra será dada pelo Poder Judiciário, eu não estou dizendo que o até então indiciado praticou o crime, estou falando que existem elementos nos altos que permitem indiciá-lo, e assim é o relatório que encerra e que eu vou enviar a justiça”, concluiu o delegado.
O crime
Foi encontrado na manhã de sábado, 15 de novembrode 2008, na BR-356, na divisa de Muriaé e Eugenópolis, o corpo da universitária, Suely Cristina Santos, 31anos, moradora do bairro Inconfidência. A Polícia Militar esteve no local juntamente com a Polícia Rodoviária Federal e Perícia Técnica e constatou que o corpo da estudante, estava dentro de uma canaleta às margens da rodovia, comunidade da Pratinha. Suely foi atingida por quatro tiros e tinha duas perfurações por objeto perfuro-cortante no peito.
De acordo com familiares, a estudante na sexta-feira, dia 14 foi para a Faculdade às 19 horas e de lá saiu para fazer a cobertura de um evento no Colina Country Clube, e não mais voltou. O esposo Sebastião Santos deu por falta de Suely pela manhâ quando os filhos estavam chorando dentro de casa, e comunicou seu desaparecimento a polícia. As 9h o corpo foi encontrado e após os trabalhos de praxe foi removido para o IML de Muriaé onde foi feito o reconhecimento por parentes. As investigações prosseguiram e exatos 60 dias após o crime o Professor Sidney Costa foi preso e depois de ouvido, quando negou qualquer participação no crime, foi levado a cadeia de Eugenópolis, onde ficou por 18 dias e foi liberado por força de um Habeas Cor´pus.
Desde então a polícia vem tentando juntar aos autos a triangulação dos telefones para fechar o processo, mas diante da novidade apresentada pela empresa telefônica, o inquérito está sendo relatado e será encaminhado para que a justiça tome as medidas cabíveis.























