caixa-aderiu-a-greveUma assembléia realizada pelo Sindicato dos Bancários de Muriaé na noite de segunda-feira (28) definiu a adesão dos servidores da Caixa Econômica Federal à paralisação por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira. Um protesto foi realizado na manhã de ontem na porta dos Bancos das agências de Muriaé, onde foi feita panfletagem e um carro de som chamou a atenção para as reivindicações da categoria.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Muriaé, Adilson Rodrigues Batista, os bancários querem 12,5% de reajuste, além do valor fixo de R$3.850, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), oferece apenas 4,5%, uma Participação de lucro e recurso (PLR), inferior a do ano passado, nenhuma valorização dos pisos salariais e nenhuma proteção aos empregos, além de negaram auxílio-educação e querer reduzir o auxílio-creche/babá de 83 para 71 meses. “É inaceitável aceitar dos empresários que mais lucraram no primeiro semestre do ano, uma proposta como esta, em um momento em que vários setores da economia estão fechando acordo com aumento real de salário. Além das questões econômicas, os bancários lutam também por garantias de emprego e melhores condições de trabalho e de saúde, o que inclui o combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas”, esclarece o presidente. O Sindicato dos Bancários de Muriaé é responsável pelas agências de 22 cidades da região da Zona da Mata e Leste de Minas.

A Caixa Econômica deve manter o trabalho do auto-atendimento (caixas eletrônicos) e nos correspondentes bancários, como pague rápido e casas lotéricas. Na agência central de Muriaé trabalham 46 funcionários, além de um grupo terceirizado.

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