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dsc05687_640x480A morte do casal Maria Aparecida Raimunda da Silva Clementino, 41 anos e Paulo da Silva França, 45 anos, pedreiro, morador da Rua Vereador José Dias de Oliveira, Centro, na Vila de São João do Sapucaia, distrito de Laranjal, ocorrida na tarde de quarta-feira (17), está sendo levantada pelos agentes da 38ª DRPC – Muriaé.
Em visita a residência onde os corpos foram encontrados, os detetives Flávio Vilhena e Kelson, descobriram mais detalhes que podem levam ao esclarecimento do crime.  A princípio a hipótese de envenenamento de Paulo foi questionada, mas os detetives encontraram um pote contento chumbinho (veneno de matar ratos), em um armário da cozinha.

Em conversa com alguns vizinhos e pessoas mais ligadas ao casal, foi descoberto também que Paulo, há pouco mais de uma semana expulsou de casa a filha de Maria, com o genro. E um fato que muito chamou a atenção de todos, foi que na chegada para o reconhecimento do corpo o marido de Maria Aparecida, não sabia que ela estava em Laranjal, já que quando saiu de casa, em Mendes, Estado do Rio do Janeiro disse que iria trabalhar em São Paulo, para ajudar no sustento da família e a filha, segundo o pai, havia dito que iria morar em São João Del Rei.
dsc05698_640x480De todos os levantamentos feitos o que mais pode ajudar na resolução das mortes é uma agenda, no qual Aparecida relata detalhes do seu relacionamento com Paulo, dizendo “o amor que eu tinha pelo Paulo se acabou. Ele destruiu tudo; pois hoje não tenho paz, não tenho sossego. O meu filho precisa de mim, meu Deus e eu não estou a seu lado, como uma mãe deve estar com o filho. Eu sei que o Paulinho está armando contra mim, por isso preciso avisar minha família e correr contra o tempo”. Nesse pequeno diário ficou registrado um resumo de como Maria Aparecida estava se sentindo na convivência com Paulo da Silva, que era viúvo e estavam vivendo juntos desde setembro de 2008, sem que parte de sua família soubesse.
No diário a vítima ainda descreve o arrependimento por ter largado a família, o filho e estar vivendo ao lado de Paulinho, “Olha meu Deus muitas pessoas me avisaram que eu ia me arrepender. Pois é, me arrependi por isso tudo que eu fiz, me ajude a sair dessa, deste tormento que é minha vida. Pois eu pensei que ia ser feliz, mas hoje sei que sou a mulher mais triste do mundo”.  

De posse de todo esse material e informações sigilosas, os detetives buscam com o Delegado Rangel Martino e o Regional Nelson Fialho chegar a uma solução para o crime que vitimou o casal de uma forma até o momento complexa, já que Maria foi morta primeiro, seu corpo estava em um cômodo vazio da residência. No ventilador de teto estava à corda com marcas de sangue, provavelmente usada no seu estrangulamento e Paulo estava caído seminu, no banheiro, com um hematoma na cabeça, que pode ter sido causado, segundo análise pericial por uma batida em algum local de quina durante o homicídio de Maria. A polícia pensa na possibilidade de minutos depois da morte de Maria, e com o ferimento na cabeça, Paulo ter passado mal e em seguida ter morrido, sem o tempo para ter se enforcado, como a cena do local demonstra ter sido a sua intenção.

Os corpos foram enterrados ontem, cada um na sua cidade natal. Maria em Mendes e Ele em Engenheiro Paulo de Frontin, ambas no Estado do Rio. Agora as famílias aguardam um desfecho para saber como seu deu a morte do casal e quais os verdadeiros motivos que levaram ao crime.

 

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