Esta foi uma das saídas encontradas pelos prefeitos de Cataguases e Guarani, para contornar um problema que atinge a maioria dos municípios brasileiros: a crise financeira.
Em Guarani, cidade de dez mil habitantes, a ordem é contenção de despesas. Na Prefeitura, um só turno de trabalho em vez de dois para diminuir o consumo de energia dos computadores e luzes internas. Os funcionários também devem falar menos ao telefone. É que este ano o município perdeu R$ 150 mil do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e R$ 350 mil de ICMS.
O prefeito José Xavier diz que não há dívida, mas o caixa está baixo. Por isto, decidiu reduzir também o próprio salário. De R$ 8 mil para R$ 6.300.Os moradores aprovaram. A 51 quilômetros de distância, a mesma atitude foi tomada pelo prefeito Willian Lobo de Cataguases, cidade com 69 mil habitantes.
O corte ocorreu por conta da dívida de R$ 10 milhões da Prefeitura. A redução não atingiu apenas o salário do prefeito, mas também do vice-prefeito, dos dez vereadores e 11 secretários. O rendimento do prefeito caiu de R$ 18 mil para R$ 15 mil. O de vice, de R$ 9 mil para R$ 7.500. Já o salário de vereador e secretário passou de R$ 6.800 para R$ 5.850.Alguns moradores ainda acham o salário alto.
Nos próximos quatro anos a redução de salário vai representar uma economia de R$ 900 mil.
Fonte: megaminas




















